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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Como saber t-u-d-i-n-h-o sobre o programa espacial brasileiro?

Agosto 03, 2016

Vera Gomes

 

"PEB - Programa Espacial Brasileiro: militares, cientistas e a questão da soberania nacional", de Ana Lúcia Amaral Villas-Boas, é um livro discute um dos grandes projetos tecnológicos do Brasil: o Programa Espacial. Tem o intuito de verificar em que medida o Brasil, enquanto País em desenvolvimento e inserido no processo de globalização económica, tem a possibilidade de constituir um projecto nacional de desenvolvimento relativamente soberano e sustentável, mediante a sua capacidade tecnológica em áreas de ponta, como as tecnologias espaciais. Para isso, discute-se o processo de institucionalização da ciência no Brasil e a implantação de um moderno sistema de Ciência e Tecnologia através de uma aliança entre cientistas e militares, culminando com a criação do CNPq em 1951.

 

O livro faz ainda uma resenha da história política e os projetos nacionais de desenvolvimento de que foi alvo o país, formulados pelos grupos sociais mais representativos da sociedade na época estudada, recuperando uma discussão que, estendendo-se por décadas, reservou à questão científica um lugar privilegiado no planeamento do Estado. O período da ditadura militar é especialmente contemplado, considerando-se ter sido esta a fase em que realmente o Programa Espacial Brasileiro sofreu maiores investimentos. conferindo aos militares um papel de destaque no quadro de actores sociais colectivos empenhados no projeto de desenvolvimento do País, destacando as diversas correntes ideológicas em acção dentro das Forças Armadas.

 

Por fim, analisa-se o lugar das tecnologias espaciais no contexto do processo de globalização. No âmbito desse processo, que ganha ímpeto a partir dos anos 1980, a questão da capacidade científico-tecnológica adquire um novo significado como variável estratégica em todos os níveis das relações internacionais. Defende-se que, nesse contexto, as tecnologias espaciais podem desempenhar um novo papel, vindo a ser usadas para finalidades pacíficas voltadas para a formulação de um projecto nacional que conjugue soberania relativa e sustentabilidade do desenvolvimento económico.

 

À venda aqui.

Livro de homenagem a Mariano Gago

Maio 16, 2016

Vera Gomes

 

José Mariano Gago faria anos esta segunda-feira e este dia, cerca de um ano após a sua morte, foi agora o escolhido para lançar um livro de homenagem ao físico e político. O lançamento do livro, no Teatro Thalia, em Lisboa, está integrado no primeiro encontro Caminhos do Conhecimento – O Legado de José Mariano Gago, a partir das 14h30 e aberto ao público.

 

Os textos do livro surgiram de forma espontânea nos dias seguintes à morte de Mariano Gago, a 17 de Abril de 2015, aos 66 anos. Centenas de pessoas quiseram expressar o que tinha representado nas suas vidas o antigo ministro da Ciência de vários governos socialistas – em dois de António Guterres, entre 1995 e 2002, e outros dois de José Sócrates, entre 2005 e 2011. Para tal, foi criado um site onde se recolheram diversos testemunhos sobre Mariano Gago e o seu legado para o desenvolvimento do conhecimento, da ciência e tecnologia e da cultura científica. E onde se partilharam fotografias.

 

Reunidos numa edição em papel, esses testemunhos são lançados às 18h30 deste segunda-feira por Rosalia Vargas (directora da Ciência Viva-Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica) e por Manuel Heitor (ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e que foi secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior entre 2005 e 2011, quando José Mariano Gago foi ministro da Ciência e do Ensino Superior nos dois governos de José Sócrates). O primeiro-ministro, António Costa, estará presente.

 

O ciclo de conferências Caminhos do Conhecimento será organizado anualmente em Maio, no dia do nascimento de Mariano Gago, pela agência Ciência Viva, criada por ele. Além de evocar o seu legado, estas conferências têm como objectivos a mobilização em torno de um futuro com mais conhecimento.

 

A edição deste ano centra-se na discussão sobre a cultura científica e o ensino experimental das ciências. Entre os oradores estão Alexandre Quintanilha (presidente da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência), João Sentieiro (ex-presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, tutelada pelo Ministério da Ciência), Rui Vieira Nery (do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa), Carlos Fiolhais (físico da Universidade de Coimbra) ou Maria de Sousa (professora emérita da Universidade do Porto). Martin Bauer, da London School of Economics, falará da educação científica para a cultura, e Svein Sjøberg, da Universidade de Oslo (Noruega), sobre Portugal moderno e a sua cultura científica.

 

No site de homenagem a Mariano Gago, Svein Sjøberg já tinha deixado um testemunho: “Conheci Mariano Gago há quase 25 anos, quando ele lançou o trabalho para um ‘livro branco’ sobre educação científica na Europa no início da década de 1990. Tinha convidado um grupo de educadores e comunicadores de ciência de vários países europeus para se juntarem ao seu grupo para este trabalho.” O relatório final, Ciência nas Escolas e o Futuro da Cultura Científica na Europa, acrescentava Svein Sjøberg, foi publicado em 1995, ano em que Mariano Gago se tornou pela primeira vez ministro da Ciência e viria a pôr a investigação e a cultura científicas na agenda política portuguesa.

 

Esta homenagem termina, a partir das 19h, com uma jam session, interpretada por músicos, cientistas da Universidade de Évora e alunos da Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto.

 

(retirado daqui)

Uma revista à séria sobre política espacial?

Abril 05, 2016

Vera Gomes

SpaceWatch Middle East project video thumbnail

 

A política espacial é complexa e por isso talvez não seja coberta de uma forma real nas publicações relacionadas com o espaço que existem actualmente. Além de complexa, a linguagem usada para descrevê-a é bastante complicada. Contudo, a política é a base para todos os desenvolvimentos no espaço.

 

Existe um projecto no Kickstarter para iniciar uma revista - a Space Wacth Middle East - que pretende fazer com que o complexo seja compreensível. Creio que é um projecto bastante ambicioso, que promete iniciar com maior foco no que se passa no Médio Oriente em matéria de Espaço mas cujo objectivo será expandir a área geográfica de cobertura.

 

Os nomes envolvidos neste projectos são sonantes, com John B. Sheldon a liderar o projecto. Sheldon é conhecido na área de política espacial pelo trbalho que tem vindo a desenvolver nos últimos anos.

 

 

Sugestão de leitura #51

Março 31, 2016

Vera Gomes

 

Já algum tempo que não recomendava um livro e achei que, juntando o útil ao agradável, deveria escrever sobre a mais recente publicação que tive conhecimento da NASA: um livro sobre os benefícios e o impacto que os voos tripulados tiveram na sociedade.

 

O livro apresenta uma série de estudos aprofundados sobre a interacção mútua da exploração espacial e da sociedade -  parte de uma necessidade maior para entender as relações entre ciência, tecnologia e sociedade. Depois de começar com um estudo sobre as atitudes públicas para o espaço ao longo do tempo, muda para abordar os estudos de casos específicos de potenciais "spinoffs" do programa espacial da NASA nas áreas de tecnologia médica, circuitos integrados e indústria multibilionária hoje conhecido como MEMS (sistemas microeletromecânicos). Estes estudos levantam explicitamente as questões difíceis do que pode ser considerado spinoff e quanto de qualquer spinoff reivindicada em particular pode ser atribuído à NASA. Além spinoffs, a parte final do livro considera questões mais amplas de espaço e sociedade, incluindo a controvérsia sobre o uso de componentes nucleares na nave espacial, a relação entre a NASA e o ambiente, o impacto das aplicações de satélites, bem como o impacto do programa Apollo . A exploração espacial também gerou inteiramente novas disciplinas, incluindo astrogeologia, astroqimica, e até mesmo astroteologia. O capítulo final explora a disciplina de astrosociologia.

 

A boa notícia é que o livro está disponível gratuitamente na íntegra, quer em formato PDF quer para o kindle ou outros leitores de books. Podem descarregar o livro clicando aqui e escolhendo quando o formato que mais vos convém.

 

Boas leituras!

Perdida em Marte com Matt Damon

Outubro 01, 2015

Vera Gomes

 

Falaram-me do livro há umas semanas atrás. Comprei-o e está na lista de livros a ler e será provavelmente o freguês que se segue na minha (longa) pilha de livros para ler.

 

O filme que estreia esta semana também está na lista. Normalmente não faço as duas coisas: ou vejo o filme e ou leio o livro. Confesso, contudo, que neste tenho irei fazer as duas coisas. Falaram-me tão bem do livro que terei que o ler: nada substitui as imagens que criamos na nossa mente enquanto lemos um livro. Estou certa que verei primeiro o filme...

 

Acredito igualmente que depois do anúncio desta semana da NASA sobre a descoberta em Marte, haverá ainda mais pessoas interessadas em ver o filme. A ficção tornou-se mais próxima de se tornar realidade. O sonho comanda a vida, portanto, porque não ir a Marte?

 

O Observador de hoje traz um artigo sobre o filme. Podem ler aqui.

 

E para abrir o apetite, aqui fica o trailler oficial.

 

 

 

Sugestão de leitura

Fevereiro 13, 2015

Vera Gomes

 

Em 25 de Janeiro de 1984, no relatório anual do Estado da União endereçado a uma sessão conjunta do Congresso, o presidente Ronald Reagan anunciou que "hoje à noite, eu estou pedi à NASA para desenvolver uma estação espacial permanentemente tripulada e para fazê-lo dentro de uma década." Alguns momentos depois, ele acrescentou: "Queremos que os nossos amigos nos ajudem a enfrentar estes desafios e compartilhar os seus benefícios, a NASA irá convidar outros países a participar, para que possamos fortalecer a paz, construir a prosperidade, e expandir a liberdade para todos aqueles que compartilham os nossos objetivos." Pouco mais de um ano depois, durante o período de Abril-Junho  de 985, Canadá, Japão e Europa aceitaram o convite dos EUA para participar do programa da estação espacial. Assim, iniciou-se a mais ampla experiência de cooperação técnica internacional já realizada.
 
Este ensaio é uma história e análise dos degraus que levaram às origens da parceria para a estação espacial entre os Estados Unidos e seus aliados mais próximos. O livro traça o processo que levou à decisão de convidar outros países para participar no projecto e os seus motivos para aceitar esse convite. Não abrangidos nesta conta são as difíceis negociações durante o período de 1984-1988, que levaram a um conjunto inicial de acordos que permitiu que aos potenciais parceiros trabalharem em conjunto durante as primeiras fases do programa da estação espacial e, em seguida, para o conjunto final de acordos de criação da parceria da estação espacial. Além disso, o convite de 1993 à Federação da Rússia para se juntar aos parceiros originais não é discutido, nem são as negociações posteriores para rever os acordos de 1988.

 

A NASA disponibiliza o livro gratuitamente aqui em inglês. Se preferirem podem compra-lo aqui

 

Boas leituras!

 

Tecnologia espacial para benefícios sócio-económicos

Fevereiro 10, 2015

Vera Gomes

 

 

Todos os anos, aquando da realização do Congresso Internacional de Astronáutica, ocorre também o workshop IAF/ UN (Federação Internacional de Astronáutica/ Nações Unidas). O tema de 2014 foi sobre a tecnologia espacial e os benefícios sócio-económicos que advém dela.

 

Foi agora tornado público o relatório deste workshop. Nao é um documento muito extenso, mas vale a pena ler por estar patente aquilo que os participantes no workshop (indústica, unversidades, investigadores) considerarem quais são os beneficios do Espaço. Podem ler o relatório, apenas disponível em Inglês, aqui.

 

O IAC em 2014 decorreu em Toronto, no Canadá, como foi referido no Astropolítica aqui. O tema do Congresso foi "Our world needs space" (O nosso mundo precisa do Espaço) e por isso, os workshops satélite deste mega-evento abordaram também temáticas relacionadas com o tema principal.

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