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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Brasil procura parceiros

Julho 03, 2015

Vera Gomes

 

 

As autoridades brasileiras afirmam que os EUA e a Rússia estão a competir para cooperar com o Brasil no lançamento de satélites a partir da base de Alcântara. O Brasil está à procura de um novo parceiro para substituir a Ucrânia para o local de lançamento de Alcântara, perto do Equador.
 
Uma fonte brasileira disse que o país estava a considerar trabalhar com os EUA ou Rússia para apoiar lançamentos a partir de lá, embora o relatório não tenha especificado o veículo de lançamento americano que poderia usar o espaço-porto brasileiro, ou se  foi considerada outra forma de colaboração. Propostas anteriores para parcerias semelhantes entre os EUA e o Brasil fracassaram devido a preocupações relacionadas com o controlo de exportação.
 
 

Parabéns Baikonur

Junho 02, 2015

Vera Gomes

 

A União Soviética estabeleceu formalmente o complexo de Baikonur a 2 de Junho de 1955, como um sitio de testes para mísseis intercontinentais (ICBM), embora o primeiro lançamento só ocorreu Maio de 1957. O espaçoporto está agora em território do Cazaquistão e alugado desde 1994 pela Rússia, que nos últimos anos ofereceu mensagens contraditórias sobre quanto tempo vai continuar a usá-lo já que a Rússia está a construir um novo local de lançamento, o Vostochny, em território russo.

 

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O Sputnik, o primeiro satélite do mundo artificial, foi lançado a partir de baikonur a 04 de outubro de 1957 e a primeira missão espacial tripulada por Yuri Gagarin foi lançada a 12 de Abril de 1961.

 

 

 

 

Rússia faz planos

Maio 12, 2015

Vera Gomes

 

A Rússia está a avançar com planos para consolidar a sua indústria espacial.  A United Rocket  e a Space Corp. estão a elaborar planos para criar uma holding que reuniria vários fabricantes de motores de foguete, incluindo a  NPO Energomash, que constrói o RD-180. A Rússia também está a avançar com planos de fusão entre essa holding com a agência espacial federal russa, a Roscomos.
 
Um outro plando russo é a substituição do Soyuz por um novo foguete ainda a desenvolver. O desenvolvimento do novo foguete de classe média, com o nome Fenix, começaria em 2018, embora os relatórios não indiquem quando o veículo estaria pronto para entrar em serviço. O novo plano espacial a 10 anos da Rússia destinou 600 milhões dólares para o desenvolvimento do veículo.

A Rússia planeia ainda incluir astrobiologia nos seus planos para o programa espacial para a próxima década. A agência espacial russa Roscosmos vai lançar "vários dispositivos projectados para procurar vida alienígena" durante a próxima década. O anúncio foi feito sem oferecer mais detalhes sobre essas missões. O plano para o período 2016-2025 também inclui missões de ciências da terra e planos para monitorizar para objectos potencialmente perigosos perto da Terra.

Nave espacial russa está a cair em direção à Terra

Abril 29, 2015

Vera Gomes

"Começou a descida. Não tem mais nenhum sítio para onde ir", disse um responsável conhecedor da situação à AFP, sob condição de anonimato, antes de uma declaração da agência espacial russa, que é esperada ainda hoje.

 

"É agora claro que começaram reações absolutamente incontroláveis", acrescentou esta fonte, que a agência francesa não identifica, mas que explica que a descida marca o fim da missão 'Progress', apesar de as autoridades russas ainda irem tentar mais uma vez a comunicação.

 

"Marcámos mais duas comunicações para tranquilizar a nossa consciência", disse o responsável, acrescentando que é difícil prever quando é que o veículo cairá, de facto, na Terra.

 

O foguetão Soyuz que levava a nave Progress M-27M com mantimentos para a Estação Espacial Internacional foi lançado na terça-feira, mas as comunicações foram perdidas pouco depois.

 

Um porta-voz da agência russa não quis comentar o sucedido.

 

O programa espacial russo é um motivo de orgulho para a população local, mas nos últimos anos têm surgido uma série de contratempos e falhanços, nomeadamente a perda de vários satélites e a queda de uma nave similar, em 2011, na Sibéria.

 

O vice-primeiro-ministro russo com o pelouro da indústria aeroespacial, Dmitry Rogozin, actualmente na China, disse estar em constante contacto com a agência espacial e escreveu no Twitter: "Estamos todos preocupados com a nossa nave de carga".

 

A NASA disse entretanto que a nave espacial não levava a bordo material fundamental para a secção norte-americana da Estação Espacial Internacional, mas que os astronautas têm mantimentos suficientes para os próximos meses.

 

 Em baixo podem ver o vídeo onde se verifica que o Progress esteve num rodopio alucinante quando chegou a órbita.

 

 

 

EUA declaram guerra espacial à China e Rússia?

Abril 21, 2015

Vera Gomes

 

 

Um General norte-americano afirmou publicamente que as actividades espaciais recentes da China e da Rússia são um motivo de preocupação. O tenente-general John "Jay" Raymond mencionou um teste ASAT não destrutivo da China no ano passado, bem como dois satélites russos que realizaram manobras orbitais que também sugerem testes ASAT.
 
Em declarações numa sessão restrita na semana passada durante o Simpósio do Espaço 2015 que se realiza nos Estados Unidos, o vice-secretário de Defesa Bob Work enfatizou a necessidade de maior "controlo no espaço" para proteger os activos espaciais dos Estados Unidos. A linguagem de "controlo no espaço" preocupa alguns analistas que pensam que isto pode significar o princípio para actividades espaciais contra-ofensivas.
 
Podem ler mais sobre este tópico aqui e aqui.

Lua na ribalta!

Abril 20, 2015

Vera Gomes

A Lua volta a estar no centro das atenções do programa espacial russo: Rússia quer enviar o homem à Lua dentro de 15 anos. O chefe da Roscosmos, Igor Komarov, disse na passada terça-feira que a agência espacial russa - a Roscomos - está a elaborar planos para missões humanas até 2030 que fazem uso de uma versão pesada do foguete Angara. Contudo, a agência espacial não revelou o custo do programa ou outros detalhes importantes.
 
Resta esperar para ver o que acontece nos próximos 15 anos...

Uma estação espacial dos BRICS?

Fevereiro 04, 2015

Vera Gomes

 

 

No próximo encontro dos países BRICS a ter lugar em Julho na cidade Russa de Ufa, poderá ser proposto pela Rússia a criação de uma estação espacial que envolva as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

 

Um documento elaborado por especialistas Russos da área militar e industrial recomenda que se leve a cabo os esforços necessários para estabelecer as possibilidades de um projecto de cooperação internacional com os países BRICS (Brazil, Russia, India, China, South Africa), como parte de uma estratégia comum de criação de alianças tecnológicas.

 

De forma particular, a Rússia deverá fazer tal proposta à Índia e à China, que têm programas espacial tripulados em desenvolvimento.

 

Outras áreas nos quais de podem estabelecer programas de cooperação abrangem o desenvolvimento de foguetões modulares utilizando metano como combustível e também a criação de um veículo aeroespacial que poderia ser utilizado para o desenvolvimento de um caça ou bombardeiro de sexta geração.

 

(retirado daqui)

Astronautas americanos vão ter de fazer “dieta russa"

Janeiro 16, 2015

Vera Gomes

 

 

A Terra é já pequena para acolher a espiral de sanções e contra-sanções entre Rússia e EUA, chegando agora à Estação Espacial Internacional. Isto ocorre num momento em que volta o conflito na Ucrânia.

Os astronautas americanos e os cosmonautas russos que se encontram a trabalhar na Estação Espacial Internacional (EEI) arriscam-se a ter de se limitar aos alimentos russos, pois os produtos enviados pelos americanos estão retidos na alfândega de Moscovo.

Segundo uma fonte citada pela agência Interfax, “a carga de alimentos para enviar a 17 de Fevereiro para a EEI a bordo do foguetão de carga Progress M-26M está retida na alfândega. Foram feitos todos os pedidos necessários e uma excepção para esta carga, mas, até agora, os funcionários [da alfândega] não reagiram”.

Recordo que, em resposta a sanções económicas e financeiras dos Estados Unidos e União Europa contra a Rússia devido à anexação da Crimeia, Moscovo proibiu a importação de um amplo leque de produtos alimentares ocidentais.

As partes também não se entendem sobre os destinatários dos produtos americanos. A fonte russa citada pela Interfax afirma que eles seriam para ser consumidos pelos astronautas americanos, mas um porta-voz da NASA na Rússia declarou à TASS, outra agência de informação de Moscovo, que os produtos tinham sido encomendados pelos cosmonautas russos.

“Às vezes, os nossos colegas russos querem produtos americanos”, sublinhou o porta-voz da agência espacial norte-americana.

Cedam ou não as autoridades alfandegárias de Moscovo, o facto é que nem astronautas, nem cosmonautas irão passar fome, pois o fornecedor russo de produtos promete enviar alimentos para todos e os cosmonautas irão partilha-los com os astronautas.

Este episódio caricato ocorre num momento em que a guerra civil na Ucrânia reacende com nova força. Na quinta-feira, os separatistas pró-russos tentam desalojar as tropas ucranianas do aeroporto de Donetsk, tendo aí lugar acesos combates, e, na terça-feira, um míssil atingiu um autocarro de passageiros perto dessa cidade, tendo provocado 12 mortos e 18 feridos. Como vem sendo costume, Kiev acusa os separatistas e as tropas russas de terem disparado esse míssil, mas os primeiros respondem que o acto terrorista foi realizado pelas tropas ucranianas. Entretanto, a OSCE foi ao local, constatou a ocorrência, mas nada disse sobre a possível autoria do crime.

Entretanto, continua-se sem saber quando é que se irão juntar em Minsk as partes do conflito com os intermediários (Rússia, Alemanha e França). Esteve prevista uma cimeira ao mais alto nível com dirigentes da Rússia, França, Alemanha e Ucrânia em Astana, capital do Cazaquistão, para o dia 16 de Janeiro, mas não se irá realizar. Não tiveram também lugar os encontros de grupos de trabalho previstos para hoje na capital bielorrussa.

O Presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, não obstante as críticas de muitos políticos ucranianos, prometeu às regiões separatistas do Leste do país mais autonomia, que lhes permitirá, nomeadamente, definir relações económicas com a Rússia e a UE, mas isso não foi suficiente para  travar o reacendimento da guerra civil na Ucrânia.

Sanções, contra-sanções, mas o principal continua por resolver: travar um grave conflito no coração da Europa que decorre há muitos meses e ameaça alargar-se.

 

Artigo de José Milhazes publicado no Observador

A Rússia tem uma arma espacial?

Novembro 20, 2014

Vera Gomes

 

 

As manobras orbitais de um objeto que a Rússia enviou para o espaço há alguns meses parecem suspeitas. Há quem manifeste o receio de que possa ser uma arma.

A especulação anda à volta do "Objeto 2014-28E" que a Rússia enviou para o espaço em maio deste ano, juntamente com três satélites de comunicações militares. No início pensou-se que seria lixo espacial mas, nas últimas semanas, o objeto tem sido visto a movimentar-se.

Há analistas que admitem a hipótese de ser um "destruidor de satélites" ou de fazer parte de um programa com esse objetivo. Um projeto inspirado no "Istrebitel Sputnikov" (em português 'assassino de satélites'), uma iniciativa que a União Soviética teve em ação até ao colapso do país.

Os militares sabem que a hipótese de destruir ou incapacitar satélites de outras nações é uma vantagem estratégica enorme e tanto a China como os Estados Unidos têm mostrado capacidade neste campo. É, portanto, natural que a Rússia também queira entrar neste grupo.

Ouvida pelo site Space.com, Joan Johnson-Freese, professora de assuntos de segurança nacional no U.S. Naval War College em Nova Iorque diz que a preocupação em torno do "2014-28E" é legítima. Ela alerta que qualquer «satélite com capacidade de manobrar é uma arma em potência». Mas por outro lado deita alguma água na fervura: «isso quer dizer que todos os satélites que se movimentam são armas? Não!»

Brian Weeden, outro especialista ouvido pelo site, diz que parece improvável que o "Objeto 2014-28E" esteja a fazer algo «nefasto». As atividades «são muito mais em linha com uma missão de inspeção do que com qualquer tipo de missão destrutiva.

 

(retirado daqui)

Podem ler o artigo do Space.com aqui

Rússia disposta a ajudar a NASA

Outubro 30, 2014

Vera Gomes

Crédito:JOEL KOWSKY/NASA



A agência espacial russa disponibilizou-se para ajudar a NASA e fornecer mantimentos com urgência à Estação Espacial Internacional (ISS), se isso for solicitado.

Após a explosão ocorrida esta terça-feira, poucos segundos após a descolagem do foguetão Antares, que levava uma carga de 2,3 toneladas, entre alimentos, materiais para experiências científicas e outros equipamentos para os seis astronautas atualmente a bordo da ISS, Alexei Krasnov - do programa de voos espaciais tripulados da Roskosmos - manifestou a boa vontade da agência russaq, mas adiantou não ter havido, "por enquanto", nenhum pedido nesse sentido.

Entretanto, num breve comunicado publicado no seu site depois do acidente, a NASA diz ter existido "uma avaria logo após a descolagem" e promete fornecer mais informações em breve. De acordo com a mesma nota informativa, a agência espacial norte-americana já está "a trabalhar" com a Orbital, a empresa proprietária da cápsula Cygnus que se despenhou, "para recolher todos os dados sobre o fracasso da missão".

Ainda segundo a NASA, uma nova missão será preparada assim que as causas deste acidente estejam esclarecidas, mas os astronautas na ISS não correm o risco de ficar sem comida ou mantimentos básicos.

 

Prejuízo superior a 200 milhões de dólares
"Nós acautelámos que a estação fique protegida no caso de ocorrer um evento destes. Para isso temos logística a bordo da ISS que permite mantê-la por quatro a seis meses se não for possível enviar outro veículo de abastecimento. Eles estarão bem servidos até ao próximo ano", garante Mike Suffredini, o responsável pelo programa da estação espacial da NASA.

O prejuízo deste acidente, contabilizando apenas o valor da carga carregada, ascenderá a mais de 200 milhões de dólares (perto de 160 milhões de euros). Mas este é a primeira missão a correr mal desde que a estação espacial norte-americana começou a recorrer ao sector privado para suprir a ISS.

Vista em direto por milhões de espectadores, a explosão foi também presenciada mais de perto por várias pessoas nas imediações do Wallops Flight FAcility, na Virgínia, o local da descolagem. Para os que estão na área, ficou a imediata recomendação: não recolher nenhuma peça ou vestígio do foguetão, uma vez que grande parte do material transportado é perigoso.


(retirado daqui)

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