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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

A melhor defesa é o ataque?

Dezembro 27, 2016

Vera Gomes


defesa



A Space Review publicou na semana passada um artigo muito interessante sobre o que deve ser o futuro da política e estratégica espacial. 

Muitos estrategistas e analistas políticos concluiram que por causa dos sistemas baseados no espaço serem vistos como vulneráveis a ataques - com pouca margem para os defender - que o ataque é a forma mais forte de "guerra" no espaço. O autor do artigo discorda e considera que isto levou a uma estatégia espacial dos Estados Unidos sub-desenvolvida. 

O artigo pode ser lido na integra aqui e recomendo vivamente a sua leitura. 

Como o espaço pode ajudar ao desenvolvimento sustentável?

Julho 05, 2016

Vera Gomes

 

O European Space Policy Institute (ESPI) lançou o relatório n.º 59 do ESPI intitulado: "Espaço para o Desenvolvimento Sustentável". O relatório baseia-se nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (DPSs), aprovados pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015.

 

Na introdução relatório pode ler-se: "Os novos objectivos colocam ênfase no respeito a longo prazo pelos requisitos económicos, sociais e ambientais da comunidade global, e o espaço será uma componente fundamental na realização destes objectivos O relatóio ESPI n.º 59 "Espaço para o Desenvolvimento Sustentável" elabora sobre esses aspectos altamente relevantes, e foi produzido como um esforço colectivo por Stefano Ferretti, Jörg Feustel-Buechel, Roy Gibson, Peter Hulsroj, Andreas Papp e Elisabeth Veit."

 

Podem ler o relatório aqui

Estratégia espacial dos Emirados Árabes Unidos tornada pública

Maio 25, 2015

Vera Gomes

 

 

A Agência Espacial dos Arábes Unidos revelou hoje a sua estratégia espacial e várias iniciativas que irão realizar para se afirmarem no domínio espacial.

 

 

A estratégia resume-se a 4 objectivos chave:

1) desenvolver e guiar o sector espacial nacional que serve os interesses da economia e do país;

2) promover a investigação científica e a inovação como suporto ao progresso científico do país em ciências espaciais e tecnologico;

3) atrair e promover os recursos nacionais para que se tornem cientistas espaciais e pioneiros tecnológicos;

4) construir e promover a cooperação internacional e parcerias para servir o sector espacial nacional.

 

A par com a comunicação e explicação pública da estratégia espacial foram igualmente anunciadas algumas medidas:

- Lançamento do mini Museu Espacial, em cooperação com o fórum espaço e satélites globais com vista a reforçar conhecimento sobre o espaço sector;

- A agência espacial irá trabalhar para criar um espaço com um centro de pesquisa com 100 milhões de dirhams (cerca de 24 milhões de euros) de investimento;

- A agência espacial irá igualmente criar, em 2015, uma bolsa para cerca de 15 dos melhores alunos para missões no estrangeiro.

 

A Agência Espacial dos Emirados Arábres Unidos será a responsável pela supervisão de todas as actividades espaciais no país, através da gestão e coordenação das actividades relacionadas com o espaço.

 

A sua missão será organizar o sector espacial e contribuir para a economia nacional e desenvolvimento sustentável. A visão? Conduzir os Emirados Arábes Unidos no espaço e inspirar gerações futuras para servir a nação e a Humanidade.

 

Entretanto, a Agência Espacial dos Emirados Arábes Unidos, anunciou que está a receber candidaturas para quem se quiser juntar ao projecto, bastando para isso enviar o currículum vitae para o e-mail: careers@space.gov.ae

 

Podem saber mais sobre as actividades dos Emirados Arábes Unidos aqui.

Espaço e dissuassão nuclear

Outubro 10, 2013

Vera Gomes

 

 

"Dissuasão espacial" é definida como forma de persuadir a ocorrência de actividades nocivas, por qualquer meio, contra bens nacionais no espaço ou a bens que suportam bens espaciais. Analogamente, a dissuasão nuclear é definida como dissuassão de qualquer actividades nociva através armas nucleares. A atenção prestada à dissussão espacial tem sido intermitente durante e após a Guerra Fria, sendo que a realização do teste ASAT pela China em 2007 atraiu novamente a atenção para este assunto. Estas preocupações desvaneceram-se com a queda da União Soviética, mas agora renasceram com o advento do ambicioso programa espacial chinês.


Dissuassão é feita com base em ameaças. Mas não é por si só tranquilizadora. A Guerra fria não se tornou em quente, porque a dissuassão foi complementada com acordos diplomáticos para redução dos perigos nucleares. A contenção restritiva pode ser inferencial ou pode ser reforçada por acordos diplomáticos. A dissuassão estável requer também a certeza de quando os opositores possuem opções militares devastadoras.


Os EUA e a China terão que demonstrar um compromisso diplomático bem sucedido para moderar a competição no Espaço. Nem um nem outro acordaram missões conjuntas no Espaço, como aquelas que diminuiram a pressão entre os EUA e os Soviéticos durante a Guerra Fria. Durante este período, os Tratados celebrados tiveram um papel fundamental para garantir que não ocorreria uma escalada dos meios empregues. Na actualidade, um dos meios para assegurar que a dissuassão se mantém estável, é por exemplo, o Código Internacional de Conduta para as nações que têm acesso ao Espaço.

 

Michael Krepon escreveu um artigo bastante interessante precisamente sobre esta problemática na Space Review, que podem ler aqui. E podem ler mais sobre o Código Internacional de Conduta aqui.


Uma visão para a Índia

Setembro 19, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

A Índia irá assinal 50 anos de sistemas de propulsão e foguetões em Novembro proximo, com o lançamento de uma sonda low cost que irá orbitar Marte, para estudo da atmosfera e a geologia do planeta vermelho. Se bem sucedido, as futuras ambições da India incluem a exploração humana. Contudo, cada aventura espacial da Índia requer justificações sociais, principalmente num país de contrastes. 

 

Manu Joseph (1) escreveu um artigo interessante no New York Times no passado dia 11 de Setembro, sobre este tópico que vale a pena ler. Podem aceder ao artigo, aqui.



(1) Manu Joseph é editor do semanário indiano Open e autor do livro “The Illicit Happiness of Other People.”

Sugestão de leitura

Julho 11, 2013

Vera Gomes

 

 

Mathew Matter assinou no inicio deste ano um artigo interessante que não perdeu de todo a sua actualidade: "The emerging Space Ciberwarfare theatre". Segungo Mathew, o ciberespaço e o espaço exterior estão a emergir como o principal campo de batalha para alcançar o poder global no século XXI. Tanto os sistemas espaciais como o ciberespaço são fundamentais no modocontemporâneo de fazer guerra - ataques de precisão, nagevação, comunicação, recolha de informação - e por isso faz todo o sentido falar de uma nova arena militar: a área de espaço e ciberespaço agregadas.

 

Podem ler o artigo na íntegra aqui.

 

 

Quem dominar no espaço, domina na Terra…

Novembro 23, 2012

Vera Gomes

As teorias de estratégia desenvolvidas ao longo dos tempos foram aplicadas ao espaço por Everett C. Dolman no livro Astropolitics. É por isso curioso ler no site da Inteligência Económica que: "A Nasa prepara uma base lunar permanente… A notícia surgiu nos media americanos na altura da reeleição de Obama. Muitos sugeriram mesmo que a vitória de Obama pode ter sido o passo em frente para a agência espacial americana recuperar os planos de exploração da Lua. Entretanto, a China fez saber que prepara planos para enviar homens à Lua…

Quem dominar o mar, domina em terra. Verdade há muito, a afirmação ganha novos aspectos, até há pouco insuspeitos e pode agora enunciar-se de modo um pouco inovador: Quem dominar no espaço… domina na Terra. A corrida às armas é hoje a corrida ao espaço. Daí esta maratona: em que a China entra agora com os Estados Unidos já há muito na corrida. Quem dominar no espaço, domina na Terra…"

 

 

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