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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Regulamento das atividades espaciais em Portugal

Junho 26, 2019

Vera Gomes

 

 

A ANACOM, enquanto autoridade reguladora espacial e no âmbito do respetivo procedimento de consulta pública, organiza um workshop para debater o projeto de regulamento sobre as atividades espaciais. O evento tem lugar a 5 de julho de 2019, às 14h30, na Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC), em Lisboa. Mais informação pode ser consultada em https://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=1474577.

 

Este projeto de regulamento pretende garantir a otimização de recursos e a simplificação, celeridade e eficácia dos procedimentos relativos às atividades espaciais, de modo a minimizar a carga administrativa sobre as empresas e a facilitar o acesso do maior número de operadores interessados no exercício de atividades espaciais em Portugal, atribuindo simultaneamente elevada exigência no que respeita à salvaguarda dos interesses de segurança, de prevenção de danos e de redução do impacto ambiental dessas atividades.

 

Por seu lado, o Aviso relativo ao procedimento de consulta pública sobre este projeto foi publicado em Diário da República a 24 de junho de 2019, dispondo agora os interessados de 15 dias úteis para se pronunciarem, por escrito e em língua portuguesa. Os comentários deverão ser enviados, até 15 de julho de 2019, preferencialmente por correio eletrónico, para o endereço reg.espaco@anacom.pt.

 

Os documentos para a consulta pública estão disponíveis aqui: https://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=1473662

 

A participação no workshop é livre mas limitada aos lugares disponíveis, estando sujeita a inscrição prévia através do preenchimento do formulário disponível aqui.

Valente Valentina: o discurso que não li na apresentação do livro infantil mais fantástico de sempre!

Junho 17, 2019

Vera Gomes

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  1.  

 

561 é o número de pessoas que foram ao Espaço. Alguém sabe quantas dessas pessoas foram mulheres?

 

  1.  

 

Em 67 anos, desde que pusemos o primeiro satélite no Espaço, pouco mais de 10% das pessoas que já foram ao Espaço foram mulheres.

 

No dia 16 de Junho de 1963, Valentina Tereshkova subiu ao Espaço - 6 anos depois do Sputnik (o primeiro satélite); 3 anos depois do primeiro homem no Espaço, Yuri Gagarin.

 

De origens humildes, Valentina deixou a escola aos 8 anos. Mas nunca - nunca - deixou de sonhar. A sua ambição fez com que continuasse a aprender e investir na sua formação enquanto trabalhava como operária. A sua determinação e formação em salto de paraquedas foram cruciais para que fosse selecionada para o voo da Vostok-6.  

 

A gaivota - o seu nome de código - tornou-se assim a primeira mulher no Espaço e a única até hoje que o fez sozinha. Se foi fácil? Claro que não! A sua missão teve os seus desafios, teve os seus percalços, que a Andreia fez toda a questão – e muito bem – de manter na história. A escova de dentes e a nave a afastar-se da Terra são alguns desses detalhes.

 

Valentina era também uma rebelde! Quando aterrou violou todas as regras: deu tudo o que tinha à população que a ajudou e jantou com eles!

 

Recentemente, Valentina, que acumulou bastantes prémios e reconhecimentos ao longo da sua carreira, partilhou o seu desejo de voltar a Marte. Mesmo que seja só um bilhete de ida!

 

É por tudo isto, que confesso: mesmo com 38 anos, senti-me uma criança de olhos a brilhar a ler o texto que a Andreia escreveu.

 

Estou certa, que miúdos e graúdos igualmente se entusiasmarão com a história da Valente Valentina!

 

Estou certa, que as todas as crianças quererão saber mais sobre estrelas, planetas, viagens ao Espaço. Estamos no sítio certo - o Pavilhão do Conhecimento- para a satisfazer as mentes mais curiosas.

 

Estou certa, que a Andreia e a Rachel, aceitarão de bom grado o desafio de escreverem e desenharem mais histórias de mulheres pioneiras no espaço.

 

Sim, a Valentina foi uma pioneira mas não foi a única! Há mais pioneiras que desbravaram o caminho na exploração espacial. Alguns exemplos:

         - Svetlana Savitskaya a 25 Julho 1984 fez a primeira caminhada espacial

- Sally Ride, em 1983 tornou-se a primeira americana no Espaço;

- Peggy Whitson, a mulher que passou mais tempo no Espaço (fez 10 EVA’s)

- Susan Helms: das que mais vezes esteve no espaço (5) e Actividade Extra-veicular mais longa (8,93 horas) em 2001.

 

É certo que desde o lançamento do Spunitk e da ida da Valentina ao espaço, muita coisa mudou no mundo e em Portugal:

         - ao contrário da minha avó, não preciso de pedir autorização ao meu marido para viajar, ou trabalhar.

         - ao contrário da minha avó, não preciso pedir autorização ao Estado para casar por causa de uma profissão, como era o caso das enfermeiras e professoras.

- ao contrário da minha avó, posso ser proprietária da minha casa, do meu carro e votar!!

 

E ainda assim, o número de mulheres em carreiras ligadas à STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) é reduzido – cerca de 25% dos trabalhadores desta área são mulheres.

 

Se pensarmos na área espacial: o número de mulheres é ainda mais reduzido! Embora tenha notado uma evolução positiva nos últimos anos, com maior participação em eventos de gerações mais novas de mulheres, certo é que ainda nos dias de hoje, infelizmente, sou a única mulher à volta de uma mesa de reuniões!

 

Foi por isso que a primeira vez que a Andreia falou comigo de imediato apoiei este projecto sem qualquer tipo de hesitação.

 

Porque escrever este livro, é inspirar gerações, é apostar num futuro com mais igualdade, com mais conhecimento e um mundo mais justo!

 

Os livros têm também o poder de mudar o mundo! E certamente que todos os que estão aqui na sala, têm um livro que os marcou para o resto da vida!

 

Sei que fui muitas vezes o advogado do diabo, que algumas vezes soei pessimista, que fui picuinhas e por vezes levei a Andreia à loucura por dar mais perguntas que respostas.

 

É por isso, pela coragem, audácia e determinação - tal como a Valentina -, que a Andreia teve para estarmos todos aqui hoje a conhecer a Valente Valentina, peço a todos uma salva de palmas!!

 

P.S.: Visitem o site Valente Valentina e podem igualmente comprar o livro. 

Como os satélites ajudam a salvar vidas, inclusive, em Portugal

Dezembro 04, 2018

Vera Gomes

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Em Julho estive na Dark Sky Party, que tem lugar todos os anos no Alqueva, para falar sobre o Programa Espacial da União Europeia. 

Entre vários exemplos que dei de como o Galileo e o Copernicus ajudam Portugal, falei de um caso de um salvamento no mar, em Agosto 2017, pela Força Aérea Portuguesa de um barco belga que naufragou em águas territoriais portuguesas. O pedido de socorro foi capturado pelos satélites galileo e reencaminhado para os centros de emergência o que permitiu um salvamento rápido e eficaz dos naufragos. 

A história deste salvamento e a explicação do papel que o Galileo teve (e tem) em salvar vidas, foi agora descrita, na primeira pessoa aqui. vale a pena ler e perceber como a tecnologia espacial, ajuda de facto, a salvar vidas!

 

Opinem até 31 de Março

Março 21, 2018

Vera Gomes

Governo vai avançar com a constituição de uma Autoridade Espacial para regular e emitir licenças que permitem lançamentos ou aterragens de satélites, sondas, ou até vaivéns em solo nacional. A constituição da nova Autoridade Espacial consta no projeto-lei 251/2017 que o Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) colocou em consulta pública com o objetivo de criar o enquadramento legal para a exploração espacial a partir de Portugal. A consulta pública termina a 31 de março.

 

retirado daqui

"Governo vai criar Agência Espacial Portuguesa e apoiar construção de satélites de nova geração"

Fevereiro 15, 2018

Vera Gomes

Imagem publicada no Público

 

 

Foi assim que li na minda ronda habitual ao pequeno almoço as notícias  que chegavam de Portugal. No Expresso aparece em letras gordas:

 

Resolução do Conselho de Ministros desta quinta-feira determina que a proposta para a criação, instalação, financiamento e operação da Agência Espacial Portuguesa seja apresentada até ao final do ano por um grupo de trabalho interministerial a criar para o efeito

 

 

 

Confesso, senti um misto de orgulho e alegria por ver o meu país finalmente a avançar com uma estratégia e algo que trará retorno em termos de investimento, empregos qualificados criados, dinamismo e oportunidades a quem quer estudar e investir na área do espaço. Depois continuei a ler a notícia, e o meu optimismo começou a esvanecer-se. 

 

O artigo refere que: "Portugal vai criar uma agência espacial que deverá integrar todos os programas nacionais ligados ao espaço. Esta é uma das principais medidas da Estratégia Portugal Espaço 2030, que é aprovada esta quinta-feira num Conselho de Ministros temático dedicado ao conhecimento e à inovação." para mais abaixo referir que a resolução proposta deixa de fora o programa de observação de Terra, que esse irá continuar sob alçada de outra instituição que nao a nova agência. Algo que me parece ser um auspício que no futuro o tão bom plano e que tanta esperança tem trazido à indústria espacial portuguesa, aos estudantes de aeroespacial e aos amantes de espaço em Portugal se calhar não será assim tão promissor quanto parece à primeira vista.... 

 

 

Podme ler as notícias de hoje sobre a Agência Espacial Portuguesa e sobre o estudo de viabilidade de criar uma base de lançamentos nos Açores (ou seja, neste momento ainda não é garantido que irá acontecer) aqui e aqui

 

Caso queiram ler sobre a estratégica Portugal Espaço 2030, podem ver o documento neste site. Pessoalmente, tenho a opinião que é um documento frágil porque uma estratégia para Portugal deveria ser o resultado dos esforços conjuntos de todos os intervenientes governamentais e privados que actuam ou que têm interesses na área do Espaço. Além disso, não é claro na sua leitura onde estamos e onde queremos chegar. No entanto, o esforço que a FCT e que o Ministro estão a colocar no dossier Espaço é notável. Há já bastantes anos que não tinhamos alguém tão empenhado em tentar fazer alguma coisa e em pôr Portugal num papel estratégico a nivel mundial na àrea de Espaço.

 

Aguardo por isso, o desenrolar dos acontecimentos, na esperança que na minha ronda matinal pelos jornais me cruze com mais notícias positivas sobre Portugal no Espaço!

 

Açores: o futuro porto espacial português?

Janeiro 16, 2018

Vera Gomes

Desde 2007 que a Ilha de Santa Maria, nos Açores, colocou Portugal no mapa dos grandes países europeus no contexto espacial. Hoje existe já uma importantíssima infraestrutura operada pela Edisoft que actua não só na monitorização de toda a área marítima do Atlântico Norte, bem como no crucial rastreio dos lançamentos dos foguetões da Agência Espacial Europeia (ESA). A convite da Casa dos Açores em Lisboa, o Engenheiro Ricardo Conde da Edisoft apresentou o panorama actual dos Açores no sector espacial, bem como as grandes perspectivas futuras que poderão catapultar os Açores como o futuro porto europeu de acesso económico ao espaço.

 

 

AS ESTAÇÕES DE SANTA MARIA

Na complexo de instalações que é operado pela Edisoft em Santa Maria, existem actualmente diversos equipamentos com missões estratégicas no âmbito europeu.

 

Estação de Rastreamento de foguetões, em Santa Maria, Açores

Aqui encontra-se a Estação de Rastreamento que faz o seguimento dos lançadores da Arianespace para a ESA. Tem como missão a recepção da telemetria durante a fase inicial do voo e funcionar como o espelho do Centro de Control da Guiana francesa. Esta estação está preparada para acompanhar os foguetões Vega e Ariane-5 e no futuro estará também preparada para o Ariane-6 logo que comece a voar.

Existe também uma equipa que é responsável pela Monitorização do Atlântico Norte utilizando sistemas dotados de informação recolhida por satélite, para detectar derrames de hidrocarbonetos. Esta acção de monitorização serve para agir rapidamente em caso de emergência, reduzindo o impacto de um acidente ambiental e também serve como dissuasor para evitar que as entidades que operem embarcações de transporte de hidrocarbonetos façam poluição do atlântico norte.

Em Santa Maria está instalada uma Galileo Sensor Station, estação que recebe os sinais dos satélites da constelação Galileo, para verificar a integridade do sinal e eventuais desvios de órbita, de forma a se poder efectuar correcções e manter a constelação perfeitamente operacional.

Existe ainda uma estação do sistema VLBI da rede mundial de interferometria geodésica, para estudo dos movimentos das placas tectónicas. Esta estação em sincronismo com outras estações, fazem medições de alta precisão, para registar com precisão de 1 mm as deslocações das placas. Para complementar a estação VLBI em Santa Maria existirá no futuro também uma estação na Ilha das Flores.

 

EXPANSÃO DA ESTAÇÃO EDISOFT NOS AÇORES

Estão já a decorrer diversos projectos de expansão das infraestruturas da Edisoft nos Açores. Estas novas instalações visam aumentar a capacidade de serviços e sistemas operados pela Edisoft no âmbito dos projectos para a Agência Espacial Europeia e outros programas Europeus na área do Espaço bem como recolha de informação metereológica

Um desses projectos é a instalação de uma antena de 15 metros de diâmetro da ESA que se encontrava anteriormente na estação de Perth na Austrália e foi já transferida para Santa Maria. Esta antena tem performances impressionantes que vão permitir com que Portugal em 2019 passe a estar associado a missões de Medium Deep Space, nas quais se encontra a missão para estudar a calote solar. Em que a estação será responsável por parte das comunicações (recolha e transmissão de dados) e orientação dos veículos espaciais durante aproximadamente 12 horas por dia. A construção dos edifícios e base da antena vão iniciar em Fevereiro de 2018 sendo que a estação estará operacional em 2019.

Outro projecto que ser iniciado será a instalação de uma nova antena de meteorologia por satélite, para fornecer melhores informações climatéricas para a rede europeia EUMETSAT em 2019, que irá ser colocada nos Açores devido à sua centralidade única.

 

O NOVO PARADIGMA DE ACESSO AO ESPAÇO

Actualmente existe uma corrida ao acesso ao espaço para colocar satélites de menor dimensão em larga escala e formar constelações de satélites em órbita baixa, para fornecer serviços de comunicações à aviação e cobertura global de Internet. Exemplos dessas constelações são a Oneweb que pretende operar 900 satélites, a Viasat com 400 satélites e mesmo a SpaceX pretende operar a sua própria constelação Starlink que terá 4,425 satélites.

Os Açores aparecem nessa corrida como um dos potenciais candidatos com uma das localizações geográficas privilegiadas para a instalação de lançadores verticais de baixo custo de acesso ao espaço, capaz de colocar em órbita essas constelações de satélites. Esta estruturas seriam revolucionárias não só em termos de impacto económico para os Açores e para Portugal, mas também em termos de impacto tecnológico e científico criando diversas sinergias de empresas e instituições de ensino nacionais, com todo o mercado internacional do sector espacial.

Várias empresas de renome internacional tem interesse de dotar a Europa de um porto espacial em território europeu, em Portugal através dos Açores. Será tomada uma decisão sobre a localização deste porto espacial em 2019 para o lançamento em 2020 das constelações.

 

OUTRAS INFRAESTRUTURAS COM POTENCIAL INTERESSE

Durante o programa espacial americano Space Shuttle, o Aeroporto de Santa Maria terá servido como pista suplente no evento de uma emergência do vaivém espacial. Este aeroporto que tem uma das maiores pistas de aterragem, poderá a curto prazo ser dinamizado com novos projectos de missões espaciais.

Lançador Pegasus, Orbital ATK

Estão em curso estudos por parte da Aerobus para utilizar o método de lançamento horizontal, já utilizado pela Orbital ATK com o lançador Pegasus em que um avião transporta no seu exterior um foguete e após o avião atingir a altitude e trajectória pretendida, o foguete liberta-se do avião e inicia o seu motor que o irá propulsionar até à órbita pretendida no espaço.

 

(retirado daqui)

Portugal coordena projeto de aceleração de 150 'startups' no setor do espaço

Janeiro 04, 2018

Vera Gomes

espaço

 

Instituto Pedro Nunes vai coordenar um projeto europeu de aceleração para 150 startups que encontrem no Espaço novas oportunidades de negócio. O Astropreneurs arranca no próximo dia 9 de janeiro com a primeira reunião dos vários parceiros envolvidos.

 

Astropreneurs gere um orçamento de dois milhões de euros para alavancar novas ideias de negócio direcionadas ao mercado espacial ou que incorporem tecnologia espacial em aplicações terrestres. Financiado pela Comissão Europeia, através do Programa H2020, este projeto vai criar novos negócios, gerar emprego e estimular o crescimento económico em cooperação com a indústria, investidores e instituições nacionais e europeias. O Astropreneurs é coordenado por Portugal, através do Instituto Pedro Nunes (IPN), e reúne diversos parceiros da Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Reino Unido e República Checa.

 

Cerca de 500 empreendedores vão ter acesso a uma formação intensiva, que inclui 50 horas de mentoria e consultoria conduzida por 100 peritos para apoiar os empreendedores na aceleração dos seus projetos e na captação de financiamento público e privado, visando uma mais rápida entrada e consolidação no mercado.

 

Para ajudar a transformar ideias promissoras em negócios viáveis, o Astropreneurs abre a porta a uma vasta rede de investidores, indústria e agências de apoio que integram a chamada “economia do Espaço” para que as empresas tirem o máximo partido dos mercados-alvo e das oportunidades globais. Os empreendedores têm ainda acesso a um conjunto de workshops técnicos e a reuniões com os principais ‘stakeholders’ da indústria espacial. As candidaturas abrem em setembro.

 

Durante muito tempo, o setor espacial foi mais vocacionado para objetivos estratégicos relacionados com a ciência e exploração do Espaço. Contudo, essa realidade tem vindo a mudar e este setor tem atraído cada vez mais a atenção de outros atores, como estados, empresas e investidores privados. A “economia do Espaço” tornou-se um setor com impacto real, trazendo inovações disruptivas e muitas novas oportunidades de negócio, sobretudo quando aplicadas a outros setores terrestres da economia.

 

O Galileo, por exemplo, o sistema europeu de localização por satélite, ao fornecer uma precisão inigualável, está a criar a sua própria área de negócios, com centenas de startups a começarem a explorar esta oportunidade.

 

O EGNOS, um precursor do Galileo, é um sistema complementar que aumenta a precisão dos sinais de navegação por satélite na Europa e que também pode servir de suporte a novas aplicações em diversos setores, como a aviação ou a agricultura de precisão.

 

O programa europeu Copérnicus, que fornece dados de observação da Terra em tempo real, é outra fonte de dados espaciais que está a ser incorporada em novos produtos e serviços do futuro em áreas como o ambiente, a proteção civil e a segurança civil.

 

(retirado daqui)

Não sabe o que oferecer no Natal? Siga esta sugestão!

Dezembro 13, 2017

Vera Gomes

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Os Circuitos Ciência Viva são um programa de turismo do conhecimento que o desafia a explorar 18 destinos em Portugal, com o que de mais único pode descobrir.


Em família ou com amigos, são mais de 200 as etapas que revelamos contando histórias, explicando factos, fenómenos e despertando para novas perguntas. 

Partindo de cada Centro Ciência Viva, estas viagens cruzam museus e monumentos, parques e reservas naturais, grutas e minas, ateliês e oficinas, experiências de aventura e paisagens singulares.

Durante um ano, com um cartão, um guia e uma app, pode visitar gratuitamente os 20 Centros Ciência Viva, as vezes que quiser, e usufruir de vantagens em mais de 200 parceiros de todo o país. 

É um presente para a família explorar durante um ano, com o espírito curioso dos viajantes. 

Qual vai ser o seu primeiro destino?

 

Hoje o Alexandre vai ao espaço

Dezembro 12, 2017

Vera Gomes

 

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Um dos satélites do Galileo que será lançado hoje (18h36 hora de Lisboa), tem o nome de uma criança portuguesa: Alexandre! Que foi o vencedor em Portugal da competição de desenhos do Galileo para dar o nome de uma criança de cada estado membros aos satélites da constelação.

 

O Alexandre recebeu o seu prémio em 2013 do agora presidente do Parlamento Europeu, António Tajani, na altura Comissário Europeu responsável pelo Espaço, na cerimónia da edição da Space Expo em Lisboa.

 

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Sector do Espaço já factura 40 milhões de euros em Portugal

Novembro 16, 2017

Vera Gomes

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O Governo quer colocar no terreno, a partir de 2018, uma estratégia para aumentar o número de negócios e a facturação de empresas ligadas ao sector espacial. O ministro Manuel Heitor defendeu ontem em Coimbra que Portugal tem o conhecimento necessário para «explorar as novas oportunidades do Espaço», seja com aplicação de tecnologias espaciais em áreas como a saúde, a energia, a segurança ou os transportes, seja com a criação de «novas indústrias do espaço, associadas sobretudo à monitorização de satélites».

 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior presidiu à comemoração do 3.º aniversário do Centro de Incubação da Agência Espacial Europeia em Portugal (ESA BIC Portugal), que é coordenado pelo Instituto Pedro Nunes (IPN) da Universidade de Coimbra e tem mais dois pólos: um no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e outro na Agência DNA Cascais.

 

A ESA BIC Portugal «estimula a criação e ajuda a preparar projectos de novas empresas ou empresas recém-criadas que utilizem tecnologias espaciais em aplicações comuns e tem, actualmente, 18 startups homologadas», referiu na sessão Teresa Mendes, directora do IPN.

 

 

(retirado daqui)

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