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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

A Rússia tem uma arma espacial?

Novembro 20, 2014

Vera Gomes

 

 

As manobras orbitais de um objeto que a Rússia enviou para o espaço há alguns meses parecem suspeitas. Há quem manifeste o receio de que possa ser uma arma.

A especulação anda à volta do "Objeto 2014-28E" que a Rússia enviou para o espaço em maio deste ano, juntamente com três satélites de comunicações militares. No início pensou-se que seria lixo espacial mas, nas últimas semanas, o objeto tem sido visto a movimentar-se.

Há analistas que admitem a hipótese de ser um "destruidor de satélites" ou de fazer parte de um programa com esse objetivo. Um projeto inspirado no "Istrebitel Sputnikov" (em português 'assassino de satélites'), uma iniciativa que a União Soviética teve em ação até ao colapso do país.

Os militares sabem que a hipótese de destruir ou incapacitar satélites de outras nações é uma vantagem estratégica enorme e tanto a China como os Estados Unidos têm mostrado capacidade neste campo. É, portanto, natural que a Rússia também queira entrar neste grupo.

Ouvida pelo site Space.com, Joan Johnson-Freese, professora de assuntos de segurança nacional no U.S. Naval War College em Nova Iorque diz que a preocupação em torno do "2014-28E" é legítima. Ela alerta que qualquer «satélite com capacidade de manobrar é uma arma em potência». Mas por outro lado deita alguma água na fervura: «isso quer dizer que todos os satélites que se movimentam são armas? Não!»

Brian Weeden, outro especialista ouvido pelo site, diz que parece improvável que o "Objeto 2014-28E" esteja a fazer algo «nefasto». As atividades «são muito mais em linha com uma missão de inspeção do que com qualquer tipo de missão destrutiva.

 

(retirado daqui)

Podem ler o artigo do Space.com aqui

Ciber ataque a rede de dados de satélite

Novembro 17, 2014

Vera Gomes

 

 

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) reconheceu que a "manutenção não programada" que interrompeu temporariamente o fluxo de certos dados de satélite para o Serviço Nacional de Meteorologia em Outubro passado foi motivada por "um ciber-ataque ataque" em quatro sites da NOAA.

"A equipa do NOAA detectou os ataques e a resposta ao incidente começou imediatamente. A manutenção não programada foi realizada pela NOAA para mitigar os ataques. Os impactos da manutenção não programada foram temporários e todos os serviços foram totalmente restaurados ", escreveu o porta-voz da NOAA, Scott Smullen, numa resposta de 13 de Novembro à Spacenews. Ele dconfirmou que o ataque "compremeteu" quatro sites NOAA mas recusou-se a identificar.

Para saber mais sobre este assunto, podem clicar aqui

O Astropolitica já havia referido a importância de ciber segurança a sistemas espaciais, aqui.

EUA descarta propostas para a não militarização do Espaço

Setembro 15, 2014

Vera Gomes

 

A avaliação dos EUA da proposta de actualizaçao do tratado para proibir a militarizaçao do espaço feitas pela Rússia e Chinaconsidera que esta proposta que sofre dos mesmos problemas que fizeram a versão original inaceitável, disse um diplomata americano.

O Embaixador Robert Wood, o representante dos EUA na Conferência de Desarmamento em Genebra, disse que no passado dia 9 de Setembro que os Estados Unidos tinham concluído uma revisão em profundidade do Tratado, formalmente conhecido como o "Tratado sobre a prevenção da colocação de armas no exterior espaço e da ameaça ou do uso da força contra objectos no espaço exterior" e geralmente referido como PPWT. A China e a Rússia apresentaram uma actualização à sua proposta original de 2008, em Junho.

"De acordo com a análise dos Estados Unidos, o projecto PPWT, tal como a versão anterior de 2008, continua a ter falhas fundamentais", disse Wood, no seu discurso preparado para a sessão plenária da Conferência de Desarmamento.

 

"Os Estados Unidos estão dispostos a considerar as propostas e conceitos que são equitativos, efetivamente verificáveis de controle de armas espaciais, e aumentar a segurança de todas as nações", disse Wood nas suas observações. "No entanto, nós ainda não vimos quaisquer propostas juridicamente vinculativas que atendem a esses critérios."

 

PPWT foi proposto pela China e Rússia, em Fevereiro de 2008 como sendo um tratado internacional, juridicamente vinculativo, que pretende proibir o armamento do espaço.

 

 

Podem ler mais sobre este assunto aqui.

Ciber segurança nos sistemas espaciais

Agosto 18, 2014

Vera Gomes

 

 

Neste ano AIAA Space Conference 2014, que decorreu no início de Agosto, teve um painel de especialistas da indústria e do governo onde discutiram a Ciber Segurança em Sistemas Espaciais.

Todos os sistemas têm de ser capazes de responder a perguntas do tipo: Como podemos proteger melhor os sistemas de ciber-ataques?; Como podemos detectar que o nosso sistema está sob ataque, ou que tenha sido atacado?

 

 

As missões de naves espaciais têm alguns aspectos exclusivos à relacionados com ciber segurança, dada a arquitectura de um sistema espacial que envolve as ligações espaço/ terra. Desde a segurança nacional civil à segurança da nave espacial comercial, todos os sistemastêm os seus próprios problemas  preocupações. Para torná-los mais resistentes, a ciber segurança precisa ser "cozinhada desde o princípio" para novas missões e também "acrescentada" para sistemas mais antigos.  Este painel discutiu a situação actual e os esforços para resolver os problemas de fundo para proteger os sistemas espaciais.

 

Podem ver o vídeo deste Painel abaixo. É longo, mas vale a pena!

 

 

 

Obama dá 168 milhões para escudo antimíssil

Agosto 05, 2014

Vera Gomes

 

Obama dá 168 milhões para escudo antimíssil

 

 

 

O Presidente norte-americano assinou segunda-feira a lei que permite gastar o equivalente a 168 milhões de euros para manter a capacidade do sistema antimíssil "Iron Dome" de Israel, que diminuiu a capacidade do Hamas de atingir o território israelita.

 

"Os Estados Unidos estão satisfeitos pelo facto do "Iron Dome", desenvolvido conjuntamente com Israel e financiado pelos Estados Unidos, terem salvado incontáveis vidas em Israel", disse Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, em comunicado.

 

O porta-voz acrescentou também que o apoio ao sistema antimíssil assegura que Israel "manterá esta defesa vital contra os morteiros e artilharia à luz das ameaças".

 

(retirado daqui)

A China, os EUA, a Rússia e os testes anti-satélite

Março 24, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

A 13 de Maio, 2013 a China lançou um foguete a partir do Centro Espacial de Xichang na província de Sichuan. A Academia Chinesa de Ciências afirmou que era uma missão depesquisa científica. Fontes do governo dos EUA não oficiais dizem que na verdade era um teste de um novo míssil balístico relacionado com o programa chinês anti-satélite (ASAT).

 

Brian Weeden da Secure World Foundation, escreveu um artigo qie utiliza a informação de código aberto, incluindo imagens de satélite comercial compradas à DigitalGlobe, para avaliar estas alegações. Também compara o que é conhecido sobre este teste ASAT chinês no espaço com o teste ASAT americano e russo realiazdos no espaço ao longo dos últimos cinco décadas.

 

Podem ler o artigo na íntegra aqui.

EUA - China: percepções de segurança

Dezembro 26, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

As atitudes das elites chinesas e americanas estão a exercer uma grande influência nas relações biletarais de segurança. O progjecto "As percepções chinesas de segurança" do centro de estudos Carnegie Endowment for International Peace, analisa o conteúdo destas atitudes através de sondagens e de workshops realizados nos dois países, EUA e China. As evidências que este projecto encontrou têm implicações para os politicos que procuram reduzir a probabilidade de futuros conflitos bilaterais. 

 

 

Os resultados deste trabalho de pesquisa e análise podem ser lidos aqui

 

Espaço e dissuassão nuclear

Outubro 10, 2013

Vera Gomes

 

 

"Dissuasão espacial" é definida como forma de persuadir a ocorrência de actividades nocivas, por qualquer meio, contra bens nacionais no espaço ou a bens que suportam bens espaciais. Analogamente, a dissuasão nuclear é definida como dissuassão de qualquer actividades nociva através armas nucleares. A atenção prestada à dissussão espacial tem sido intermitente durante e após a Guerra Fria, sendo que a realização do teste ASAT pela China em 2007 atraiu novamente a atenção para este assunto. Estas preocupações desvaneceram-se com a queda da União Soviética, mas agora renasceram com o advento do ambicioso programa espacial chinês.


Dissuassão é feita com base em ameaças. Mas não é por si só tranquilizadora. A Guerra fria não se tornou em quente, porque a dissuassão foi complementada com acordos diplomáticos para redução dos perigos nucleares. A contenção restritiva pode ser inferencial ou pode ser reforçada por acordos diplomáticos. A dissuassão estável requer também a certeza de quando os opositores possuem opções militares devastadoras.


Os EUA e a China terão que demonstrar um compromisso diplomático bem sucedido para moderar a competição no Espaço. Nem um nem outro acordaram missões conjuntas no Espaço, como aquelas que diminuiram a pressão entre os EUA e os Soviéticos durante a Guerra Fria. Durante este período, os Tratados celebrados tiveram um papel fundamental para garantir que não ocorreria uma escalada dos meios empregues. Na actualidade, um dos meios para assegurar que a dissuassão se mantém estável, é por exemplo, o Código Internacional de Conduta para as nações que têm acesso ao Espaço.

 

Michael Krepon escreveu um artigo bastante interessante precisamente sobre esta problemática na Space Review, que podem ler aqui. E podem ler mais sobre o Código Internacional de Conduta aqui.


Lembram-se do aspirador espacial da Suiça?

Outubro 01, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

Pois parece que vai mesmo avançar! A Clean Space One é uma missão suiça para testar a captura de residuos espaciais e tecnologia para "desorbitagem". Desenvolvida pelo Swiss Space Center na Escola Politécnica de Lausanne (EPFL) e anunciada em Fevereiro 2012, o projecto Clean Space One é um raro exemplo de uma misssão concreta para activamente remover o lixo que existe em órbita. O sistema irá agarrar o satélite defunto e arrastando-o para a atmosfera, onde, espera-se, que arda. EPFL planeia evitar qualquer complicação legal, assegurando que a manobra de "desorbitagem" será realizada com a autorização do proprietário do satélite.

 

No video, poderão ver uma explicação e uma simulação de como o sistema irá funcionar. 

Testes ASAT

Setembro 26, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

A Secure World Foundation emitiu uma ficha sobre a China e os testes anti satélite no espaço. Está em inglês, mas vale a pela a leitura. Até porque é importante perceber que o teste anti-satélite que a China realizou em 2007 não foi o primeiro teste ASAT a acontecer. Durante a Guerra Fria tanto os EUA como a então União Soviética realizaram este tipo de testes que deram origem a lixo espacial que ainda existe em órbita.

 

O lixo espacial colocam em risco os satélites e também os futuros lançamentos. A União Europeia criou um Código Espacial de Conduta para ajudar a controlar este problema. Recentemente a China aderiu a este código mas. irónicamente continua a realizar testes ASAT se bem que com muito menos produção de residuos espaciais (o teste de 2007 criou mais de 3000 pedaços).

 

Podem ler a ficha aqui e sobre o Código Espacial de Conduta aqui

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