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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

ESA quer diminuir o lixo espacial

Julho 11, 2012

Vera Gomes

No filme Gravity, a estrear no próximo ano, George Clooney aparece encalhado em órbita por causa do lixo espacial. A ameaça é verdadeira, com o aumento constante dos detritos. A iniciativa da ESA, Clean Space, está a desenvolver formas de preservar o espaço próximo da Terra e o ambiente terrestre também.
 
Em resposta às preocupações dos europeus, o programa Clean Space também pretende reduzir o impacto ambiental das atividades espaciais humanas, diminuindo o lixo e a poluição em Terra e em órbita.

A indústria está a contribuir para os planos da ESA de desenvolvimento de tecnologias Clean Space. Através de novas ferramentas para avaliar os efeitos ambientais, pela introdução de materiais e técnicas mais amigas do ambiente e de formas de impedir a produção de mais lixo espacial e de baixar o nível de detritos no espaço.  
 

Mr Dordain, ESA Director General
 
Jean-Jacques Dordain, Diretor Geral da ESA

O Director Geral da ESA, Jean-Jacques Dordain, sublinha que a implementação da iniciativa Clean Space é um objetivo prioritário na Agenda de 2015, o programa da Agência que se segue: “ Se estamos convencidos de que a infra-estrutura espacial se irá tornar cada vez mais essencial, então temos a obrigação de passar o ambiente espacial às próximas gerações tal como o encontramos, primitivo.”

“Podemos assim dizer que o Clean Space não é um programa novo, mas em vez disso, uma nova forma de conceber todos os programas da ESA. Gostaria que a ESA se tornasse numa agência modelo, neste aspeto. Sozinhos, não conseguiremos ser bem sucedidos; iremos precisar da colaboração de todos. O setor espacial tem de estar todo connosco.”

O centro técnico da ESA, o ESTEC, em Noordwijk, na Holanda, recebeu o workshop Clean Space em junho, organizado pela ESA e pela Eurospace.
 
 

Clean Space workshop
O workshop Clean Space
 

Terra: limpando os objetos espaciais
 
Na Terra, o Clean Space envolve a avaliação do impacto ambiental de futuros projetos espaciais, tal como a monitorização dos efeitos prováveis da nova legislação sobre a indústria espacial – o campo da legislação ambiental é um campo de rápidas mudanças.

A avaliação do ciclo de vida será importante para o cálculo dos efeitos ambientais das tecnologias espaciais, do desenho inicial e manufatura ao fim de vida.

No workshop, a consultora ambiental, BIO Intelligence Services, descreveu a vasta aplicação de avaliação do ciclo de vida noutros setores industriais.
 
 

 
Exemplo de manufatura aditiva

Regra geral, o respeito pelo ambiente vai de mãos dadas com a eficiência – oferecendo à indústria uma vantagem competitiva.

Novos processos de fabrico, tais como a ‘manufatura aditiva’, em que as estruturas são construídas em camadas, ou a ‘soldadura por fricção’, em que a solda acontece a temperaturas mais baixas, necessitam de menos energia e de menos material, para melhores resultados.

Reduzir a necessidade da eliminação de ruídos, um processo normalmente muito caro, é outro caso em que só há vantagens: o construtor de foguetes, Safran, está a trabalhar num método biológico de diminuir o lixo tóxico do combustível sólido.
 
 

Sources of space debris - energy sources
Um satélite a explodir
 

Espaço: mais limpo quer dizer mais seguro
 
No filme Gravity, a órbita baixa terrestre é uma nuvem de detritos letais.

Na vida real, dos 6000 satélites lançados durante a Era Espacial, menos de 1000 permanecem operacionais. O resto está abandonado e com tendência a fragmentar-se pela explosão das baterias ou do combustível que sobra.

A uma velocidade de 7.5 km/s ou mais, até um parafuso com 2 cm tem um diâmetro suficiente para destruir um satélite. 
 
 
No workshop foram discutidas várias formas de minimizar a futura produção de detritos espaciais, tais como amarras ou velas para ajudar a rebocar satélites abandonados na órbita baixa, dentro dos próximos 25 anos.

A reentrada dos satélites também precisa de ser um processo mais seguro – por vezes acontece que bocados de satélites atingem o solo intactos. Está a ser pensado um novo design para o fim de vida, de forma a prevenir isto mesmo.

BuMas mesmo que os lançamentos espaciais parassem amanhã, as simulações mostram que os níveis de lixo espacial continuariam a aumentar. A remoção ativa é necessária, incluindo as missões robóticas para reparar e tirar os satélites da órbita.

Para mais informações, visite o novo website da ESA Clean Space.

 

 

Não ir ao espaço não é opção, mas....

Março 09, 2012

Vera Gomes

 

O problema do lixo espacial tem ganho contornos gigantescos principalmente quando se prevê que dentro de uma década ou duas, irá existir uma zona de não voo entre os 700 e os 1100 quilómetros por causa da quantidade de detritos em órbita.

 

Tem sido proposto inúmeros métodos para remoção do lixo espacial: através do uso de lasers, caixote de lixo espaciais, redes, canhões e água entre muitas outras opções. Nenhum destes métodos tem hipótese de uma forma eficiente remover detritos suficientes que permita manter uma zona segura para operações futuras de satélites.

 

Claro que as operações de lançamento de satélites não têm parado o que nos leva a uma conclusão (quase) óbvia: as gerações futuras não terão acesso a muitas das órbitas que têm sido tão populares nos últimos 50 anos. Terão que encontrar novas formas de usar as órbitas terrestres mais baixas ou simplesmente... nem usar o espaço.

 

Podem ler o que já foi escrito no Astropolitica sobre este assunto aqui e aqui.

 

 

Lixo Espacial e a NASA

Setembro 02, 2011

Vera Gomes

É hoje noticia na Space News que a NASA precisa urgentemente de um plano estratégico para gerir o lixo espacial. Nos últimos anos o lixo espacial tem aumentado de forma considerável, e apontam os criticos a NASA não acompanhou esse aumento. Precisa por isso de aumentar o investimento nesta área por forma a garantir a segurança dos satélites, astronautas e futuros voos espaciais.

 

A Europa propôs no final do ano passado um Código de Conduta que focada este ponto do lixo espacial e propunha, no documento a ser aceite voluntariamente pelos Estados, algumas medidas na tentativa de fazer controlo de danos provocados por lixo espacial mas também medidas preventivas para que este pare de aumentar.

 

Podem ler mais sobre este assunto aqui, aqui e aqui.

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